Pets nos condomínios: a importância de manter áreas comuns limpas

Pets nos condomínios: a importância de manter áreas comuns limpas

A relação próxima entre o homem e os animais vem de longa data, iniciando com a domesticação de espécies ainda selvagens para atender a necessidade das primeiras sociedades humanas. Hoje esta relação é muito mais fraternal, com os bichinhos dentro de nossos lares dividindo o mesmo espaço. Pesquisas apontam que sete em cada dez cães ficam dentro de casa e 43% dos tutores os deixam dormir na cama.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil há mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos de estimação, os números foram divulgados no senso de 2016. Os pets passaram a ser considerados membros das famílias, o que tem provocado grandes mudanças no mercado, que precisou adaptar-se às novas demandas dos clientes. Empresas de produtos para animais passaram a investir em alimentos mais saudáveis e médicos veterinários buscam novas especializações.

Metade dos donos de cães afirma ter uma relação de pai e filho com o animal, chegando a ter um alto gasto todos os meses, em média, R$ 300. Donos de gatos também possuem uma relação semelhante, com uma média de custo de R$ 120 ao mês. Os médicos veterinários também perceberam a maior preocupação dos tutores. 70% afirmam que os donos dos animais estão mais atentos aos avanços da medicina veterinária, passando de uma postura curativa para uma atitude preventiva, cobrando mais conhecimento dos médicos durante as os atendimentos.

Esta nova postura dos tutores contribui para o crescimento dos planos de saúde pet, que podem ser encontrados a partir de R$ 60, em alguns estados. Para os donos apaixonados, o investimento no plano de saúde pode trazer menos impacto para o orçamento familiar durante uma emergência, já que os custos com internação e remédios podem chegar a 10 mil reais.

Expansão do mercado pet

A relação familiar entre as pessoas e seus animais vem aquecendo o mercado pet no país, mesmo em um período de recessão. O Brasil possui o terceiro maior faturamento no mercado, atrás apenas dos EUA e do Reino Unido. O setor pretende faturar neste ano cerca de 19,2 bilhões de reais, o que representa um aumento de 7% em relação ao ano anterior. O mercado pet representa 0,38% do produto interno bruto (PIB), à frente da linha branca. A maior fatia, no entanto, fica por conta da Pet Food, que representa 67% do orçamento. O segmento de saúde também impulsiona o crescimento e abocanha mais de 15% do mercado.

Benefícios para saúde com a criação de pets

Não é nenhum exagero dizer que os pets fazem muito bem para a saúde de toda família. Diversas pesquisas realizadas no Brasil e no exterior apontam que os animais podem contribuir no tratamento de crianças e adultos, na detecção de câncer, para evitar doenças cardiovasculares e no tratamento da depressão.

Estudos divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e do Instituto Nacional de Saúde (NIH) nos Estados Unidos mostraram que criar um animal em casa pode contribuir na prevenção de ataques do coração e outras doenças cardiovasculares. Segundo os pesquisadores, o convívio com os pets ajuda a reduzir a pressão sanguínea, o colesterol e o nível de triglicerídeos. Pesquisas também apontaram que a companhia dos animais contribui para reduzir a depressão e os níveis de estresse. Com a convivência, os humanos são estimulados a produzir hormônios, que ajudam a melhorar o bem-estar e o prazer, como a oxitocina e a serotonina.

E por que não realizar uma consulta com o seu cão? Através do faro, o melhor amigo do homem pode fazer a detecção de diversos tipos de câncer, como: pele, bexiga, ovário e cólon. Especialistas dizem que os cães podem ser treinados para fazer a descoberta e sua precisão é de 80% e 90%. Pesquisas realizadas na Irlanda e na Inglaterra indicam que os cães podem utilizar o faro para detectar quedas nos níveis de açúcar e evitar crises de hipoglicemia.

 Lei do Condomínio: o morador tem o direito de manter a quantidade de animais que for conveniente para si.

Lei do Condomínio: o morador tem o direito de manter a quantidade de animais que for conveniente para si.

Cuidar da saúde dos filhos é uma tarefa que muitos pais fazem com afinco. Por esta razão muitos preferem manter as crianças longe de animais para evitar o surgimento de alergias. No entanto, pesquisas realizadas pela universidade de Virginia, nos EUA, apontou que crianças criadas em contato com gatos desenvolvem mais resistência à asma. Outros estudos indicaram que o convívio com animais fortalece o sistema imunológico das crianças, reduzindo em 33% a chance de desenvolverem alergias.

No Hospital Albert Einstein, em São Paulo, médicos pediatras utilizam a visita de animais para auxiliar no tratamento de crianças internadas. O trabalho trouxe inúmeros benefícios para a recuperação das crianças, pois trouxe maior humanização para ambiente hospitalar; proporcionou mais interação entre as crianças e a equipe médica, contribuindo para que elas se tornassem mais cooperativas aos procedimentos hospitalares; e atuou como estratégia alternativa para o alívio da dor e desconforto.

Animais em condomínios

Muitos animais vivem com seus donos dentro de apartamentos, sem muito espaço para gastar sua energia e até mesmo para fazer suas necessidades, por essa razão os bichinhos precisam de passeios diários.

Segundo a Lei 4591/64, apelidada de Lei do Condomínio, o morador tem o direito de manter a quantidade de animais que for conveniente para si, no entanto, é preciso que o condômino respeite as normas de convivência, segurança, higiene e acordos estabelecidos.

Algumas proibições como a circulação de animais pelos elevadores, obrigar que cães de pequeno porte usem focinheiras ou limitar a quantidade de animais no condomínio não são ações garantidas legalmente.

Cães de grande porte devem circular com coleiras e focinheiras, seja nas áreas comuns ao prédio ou em elevadores. O mesmo vale para os dejetos deixados pelos animais. É importante sempre recolhê-los durante os passeios.

Linha Wesco para os pets

Em condomínios e locais públicos onde os animais possuem livre circulação, os donos dos pets certamente terão que fazer a limpeza dos dejetos de seus cães ou gatos, em casos mais raros. Fazer o recolhimento é de extrema importância, pois além da inconveniência causada pelos dejetos há o risco de contaminação como já descrevemos no texto anterior, confira aqui.

Síndicos e gerentes de espaços públicos, como as praças para cães, podem contribuir para a limpeza e bem estar das pessoas e animais que utilizam estes espaços, fazendo a instalação da linha de dispenser Acacabou.

Com saquinhos Oxi-Biodegradáveis que causam menor impacto ao meio ambiente, o dispenser possibilita a retirada um a um, sem desperdício do produto. O aparelho pode ser fixado nos locais por onde as pessoas costumam passear com seus pets.

Além de preservar a saúde das pessoas e animais, os saquinhos produzidos em material oxi-biodegradáveis entram em processo de degradação a partir de 6 meses, contribuindo para preservação do meio ambiente, e por fim, estimulando os tutores de amimais às práticas de responsabilidade social.

Imagem:  NICOLAS TESSARI on Unsplash