Pets em condomínios: como cria-los em harmonia?

Pets em condomínios: como criá-los em harmonia?

Eles são os melhores amigos de alguns, porém, podem causar problemas no convívio coletivo. O que fazer?

Os pets estão assumindo um lugar primordial na família brasileira. Estudos apontam que essa tendência é forte, não importa se as pessoas moram em casa ou apartamentos. Trazendo segurança, companhia ou assumindo um lugar sentimental para muitos donos, cães e gatos são os favoritos na escolha.

Em condomínios, a adoção de animais de estimação por famílias acaba gerando algumas controvérsias, o que mobiliza síndicos constantemente para a criação de regras. Todavia, muitos casos vão parar na justiça. Nosso blog traz hoje algumas reflexões e dicas sobre o tema. Confira!

No Brasil, 44,3% dos 65 milhões de domicílios possuem pelo menos um cachorro e 17,7% ao menos um gato, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, há no total 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos no País.

Esses números revelam que o amor pelos pets é gigantesco. Para muitos, cachorros, gatos, ou outras espécies, oferecem um apelo emocional muito grande, ideais para preencher espaços na família. Segundo um estudo realizado pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP), proprietários de cães são, em sua maioria (51%), casados. Veja outros dados:

  • Donos de cães têm, em média, 41 anos, e 93% moram com mais de uma pessoa;
  • 82% dos proprietários de cachorros são de classe AB (na classe A, são 24%); 59% moram em casas;
  • 24% adotaram seus cães, sendo 59% deles sem raça definida;
  • 44% veem seus cachorros como filhos — a maioria dos que têm essa opinião é mulher solteira de até 40 anos;
  • 64% dos entrevistados deixam os cães dormirem dentro de casa.

Mas e quando a presença deles torna-se um problema quando eles vivem com seus donos dentro de condomínios?

Entre os problemas mais recorrentes em condomínios envolvendo animais são referentes ao barulho, utilização das áreas comuns e segurança (quando os pets são de grande porte ou raças consideradas agressivas). Além desses, há muitas reclamações referentes ao mau cheiro, excrementos espalhados por áreas transitáveis ou gramados, e aos latidos constantes.

“Aqui no condomínio, bem no início, já foi proibida a presença de animais domésticos. Porém, hoje está liberada e sem normas de portes grande ou pequeno”, relata Júlia Waschburger Corrêa, moradora e conselheira de um condomínio fechado.

Para os síndicos, o trabalho de fiscalizar e resolver problemas do tipo não é dos mais fáceis, pois depende diretamente dos moradores. A orientação geral em condomínios — que, nos casos mais difíceis de resolver, também encontra respaldo na Justiça — contempla alguns pontos básicos:

  • 1) Segurança
    Quando estiver no hall de entrada ou em um apartamento próximo, a presença de um animal, não pode comprometer a segurança dos outros moradores. Casos de agressão física, especialmente se reiterados, podem levar a uma determinação formal do condomínio pela retirada do animal.
  • 2) Sossego
    Momentos de sossego são assegurados dentro de todos condôminos. Se um pet quebrar essa regra frequentemente em momentos inoportunos, o dono pode ser penalizado. Apesar disso, a interpretação do que é inoportuno vai depender de cada prédio, porém, via de regra, devem ser respeitadas as horas definidas internamente na “lei do silêncio”.
  • 3) Saúde
    Quando há questões de doenças transmissíveis ou problemas de saúde que eventualmente levem outros animais e pessoas a também adoecerem, sua circulação nas áreas internas pode ser impedida pela administração do condomínio. Geralmente, essa questão é evitada mantendo-se visitas regulares ao veterinário e a vacinação em dia.

Prevenir problemas é a chave para a harmonia

Em condomínios e locais públicos onde os animais possuem livre circulação, os donos dos pets certamente terão de fazer a limpeza dos dejetos de seus cães ou gatos, em casos mais raros. Fazer o recolhimento é de extrema importância, pois além da inconveniência causada pelos dejetos há o risco de contaminação como já descrevemos no texto anterior, confira aqui.

Julia afirma que no condomínio onde mora não é permitido que os animais circulem livremente, por isso, os passeios devem ser na rua. “Porém, na portaria, temos saquinhos disponíveis para que os donos carreguem na hora de levar os pets ao passeio e, assim, possam recolher as fezes do cachorro”.

Síndicos e gerentes de espaços públicos, como as praças para cães, podem contribuir para a limpeza e bem estar das pessoas e animais que utilizam estes espaços, fazendo a instalação da linha de dispenser Acacabou.

Com saquinhos Oxi-Biodegradáveis, que causam menor impacto ao meio ambiente, o dispenser possibilita a retirada um a um, sem desperdício do produto. O aparelho pode ser fixado nos locais por onde as pessoas costumam passear com seus pets.

Além de preservar a saúde das pessoas e animais, os saquinhos produzidos em material oxi-biodegradáveis entram em processo de degradação a partir de 6 meses, contribuindo para preservação do meio ambiente e, por fim, estimulando os tutores de animais às práticas de responsabilidade social.

Esse tipo de investimento é essencial quando se necessita de maiores campanhas em condomínios e praças, visando a educação para moradores/visitantes que possuem pets. Com a praticidade de utilização do Acacabou, as pessoas serão influenciadas para seguirem outras regras e deveres relacionados aos cuidados com os pets.

Com informações: SindicoNet, Direcional Condomínios, Gaucha ZH.