Os custos condominiais de São Paulo ficam estáveis

A Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC) divulgou, nesta semana, os seus índices de mercado referentes ao mês de agosto. O Ipevecon (Índice Periódico de Variação Condominial e de Custos Condominiais) apontou, neste período, uma variação dos custos condominiais de 0,02%, em relação a julho, enquanto que o IGPM variou 0,28% no mesmo período.

Diante deste resultado, a variação acumulada das despesas condominiais nos últimos doze meses foi 7,37%, aproximando-se bastante do resultado do IGPM no mesmo período, que foi de 7,55%.

“As despesas com Pessoal e Encargos Sociais, que costumam influenciar mais significativamente a variação do índice, oscilaram respectivamente -1,08% e +0,92%. O custo da energia aumento 4,18%, enquanto que o consumo de água voltou a diminuir (-1,88%)”, explicou o diretor de condomínios, Omar Anauate.

Ele também disse que, no mês de setembro, ele estima uma estabilidade “o Ipevecon deve apresentar-se ainda estável, não havendo outras despesas que venham a impactar o índice de forma mais sensível”.

IPEMIC

O Índice Periódico de Mora e Inadimplência Condominial registrou, no mês de agosto, um índice de mora no pagamento de 6,62% (atraso de até 30 dias do pagamento de cotas condominiais), que, em comparação com o mesmo período do ano anterior (6,27%), representou um aumento de 0,35 pontos porcentuais.

“O valor relativo à inadimplência do mês, com base em junho de 2015 (não pagamento do 31º ao 90º dia após o vencimento), atingiu 3,31%, um aumento de 0,16 pontos porcentuais, em relação a junho de 2014 (3,15%)”, explicou o diretor de condomínios da Aabic, Omar Anauate.

O estudo dos índices dos custos condominiais (ICON) na Região Metropolitana de São Paulo, realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), registrou aumento de 0,06 % no mês de agosto.

A variação acumulada em 12 meses, referente ao período de setembro de 2014 a agosto de 2015, foi 11,01%, superior à variação do IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, que foi 7,55% no mesmo período conforme o gráfico abaixo.

O Icon serve como parâmetro das variações dos custos dos condomínios, mas não deve ser utilizado como um índice de reajuste da taxa condominial, pois cada condomínio possui a sua própria estrutura de despesas. A recomendação é que o síndico consulte uma administradora para verificar qual foi o aumento dos custos, a fim de que, no futuro, não ocorra um desequilíbrio nas contas do condomínio.

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Com informações:
Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC)

Creative Commons Imagem de Capa:
Ulrich Peters
Condomínio Cerejeira

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